Glossário Imobiliário: Termos para Comprar Imóvel em Floripa

Glossário Imobiliário de Florianópolis: termos para comprar, vender e investir

Atualizado em outubro/2026


Este glossário imobiliário reúne mais de 100 termos do mercado de imóveis explicados em linguagem simples, organizados em 9 categorias: documentação, impostos, financiamento, imóvel na planta, condomínio, avaliação, compra e venda, urbanismo e locação. Inclui temas específicos de Florianópolis, como laudêmio, terrenos de marinha e Plano Diretor.


Ficou com alguma dúvida sobre um contrato, uma escritura ou um investimento? Fale com o Diogo Fernando: conversar pelo WhatsApp


Comprar um imóvel envolve uma linguagem própria. Termos como matrícula, averbação, INCC e alienação fiduciária aparecem em contratos, tabelas de vendas e conversas no cartório, e entender cada um deles evita surpresas e ajuda a negociar melhor. Em Florianópolis, a ilha soma ainda particularidades locais, como os terrenos de marinha e as regras do Plano Diretor, que afetam diretamente o valor e a documentação de muitos imóveis.


Este conteúdo foi preparado pelo corretor e perito avaliador Diogo Fernando (CRECI-SC 32.236-F, CNAI 37.814) para servir como guia de consulta. As definições são informativas e não substituem a análise de um advogado, do cartório ou do banco no seu caso específico.


Índice do glossário

  1. Documentação e registro do imóvel
  2. Impostos, taxas e custos da compra
  3. Financiamento imobiliário
  4. Imóvel na planta e incorporação
  5. Tipos de imóvel e condomínio
  6. Avaliação e precificação
  7. Processo de compra e venda
  8. Urbanismo e legislação em Florianópolis
  9. Investimento e locação


1. Documentação e registro do imóvel

Os documentos que comprovam quem é o dono do imóvel e se ele está livre para ser vendido.


Matrícula do imóvel

Registro oficial do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis, com número único. Reúne a descrição do bem, todos os proprietários ao longo do tempo e qualquer ônus, como hipoteca ou penhora. É o documento mais importante na análise de uma compra.


Certidão de ônus reais

Certidão emitida pelo Registro de Imóveis que informa se existe alguma restrição sobre o imóvel, como hipoteca, alienação fiduciária, penhora ou usufruto. Deve ser recente, normalmente com até 30 dias, na data da escritura.


Certidão de inteiro teor

Cópia integral e atualizada da matrícula, com todo o histórico de registros e averbações. É pedida por bancos e cartórios para conferir a situação jurídica do imóvel.


Escritura pública

Documento lavrado em Tabelionato de Notas que formaliza a compra e venda. Pelo Código Civil, é obrigatória para imóveis de valor acima de 30 salários mínimos. Nos financiamentos bancários, o contrato do banco tem força de escritura.


Registro do imóvel

Ato no Cartório de Registro de Imóveis que transfere de fato a propriedade para o comprador. Sem o registro da escritura na matrícula, o comprador ainda não é legalmente o dono, daí o ditado "quem não registra não é dono".


Averbação

Anotação feita na matrícula para registrar alterações no imóvel ou nos proprietários, como construção concluída, demolição, mudança de estado civil ou de nome de rua.


Habite-se

Documento emitido pela Prefeitura que atesta que a obra foi concluída conforme o projeto aprovado e está apta para uso. É necessário para averbar a construção na matrícula e, em geral, para financiar o imóvel.


Certidões negativas do vendedor

Conjunto de certidões (cíveis, fiscais, trabalhistas e de protesto) que mostram se o vendedor tem dívidas ou processos capazes de comprometer a venda. Fazem parte da due diligence da compra.


Contrato de promessa de compra e venda

Contrato preliminar em que vendedor e comprador assumem o compromisso de concluir o negócio em condições definidas, como prazo e forma de pagamento. É muito usado na compra de imóvel na planta, até a entrega e a escritura definitiva.


Procuração pública

Documento lavrado em cartório que autoriza outra pessoa a assinar em nome do comprador ou do vendedor, por exemplo quando uma das partes mora fora de Florianópolis.


Usucapião

Forma de adquirir a propriedade pela posse prolongada, contínua e sem oposição, cumpridos os prazos e requisitos da lei. Pode ser feita na Justiça ou, em alguns casos, diretamente no cartório.


Imóvel em inventário

Imóvel cujo proprietário faleceu e que ainda depende da conclusão do inventário para ser transferido aos herdeiros. A venda exige autorização judicial ou a conclusão do inventário, o que alonga o processo.


2. Impostos, taxas e custos da compra

Além do preço, a compra de um imóvel tem custos de transferência que entram no planejamento.


ITBI

Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, cobrado pelo município na transferência da propriedade. Em regra é pago pelo comprador antes da escritura ou do registro, e o percentual e a base de cálculo seguem a lei de cada cidade.


Emolumentos

Valores cobrados pelos cartórios pela escritura e pelo registro, definidos em tabela estadual conforme o valor do imóvel.


Terreno de marinha

Faixa de terra pertencente à União, medida a partir da linha da preamar de 1831. Como Florianópolis é uma ilha, muitos imóveis próximos ao mar, a lagoas e a mangues estão em terreno de marinha e são administrados pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU).


Laudêmio

Taxa paga à União na venda de imóvel situado em terreno de marinha sob regime de aforamento ou ocupação, correspondente a 5% sobre o valor do terreno. Antes da escritura é preciso emitir a certidão de autorização de transferência na SPU.


RIP

Registro Imobiliário Patrimonial: número de cadastro do imóvel em terreno da União junto à SPU, usado para emitir guias de foro, taxa de ocupação e laudêmio.


Foro

Pagamento anual devido à União pelos imóveis em terreno de marinha sob regime de aforamento, em que o particular detém o domínio útil.


Taxa de ocupação (SPU)

Pagamento anual devido à União pelos imóveis em terreno de marinha sob regime de ocupação, quando não há aforamento.


IPTU

Imposto Predial e Territorial Urbano, cobrado anualmente pela Prefeitura. Na compra, é importante confirmar que não há débitos em aberto, pois a dívida acompanha o imóvel.


Comissão de corretagem

Remuneração do corretor pela intermediação do negócio. O percentual e quem paga são definidos em contrato; em lançamentos, normalmente está incluída no valor da tabela.


Ganho de capital

Lucro obtido na venda de um imóvel, sobre o qual a pessoa física pode pagar Imposto de Renda. Existem isenções, como na venda de um imóvel residencial seguida da compra de outro residencial em até 180 dias.


3. Financiamento imobiliário

Os conceitos que aparecem na simulação e no contrato do banco.


Financiamento imobiliário

Empréstimo de longo prazo concedido por um banco para a compra do imóvel, que fica como garantia da dívida. O custo depende da taxa de juros, do prazo e do sistema de amortização, e acompanha o ciclo da Selic. Saiba mais: Selic em queda: comprar imóvel agora ou esperar.


SFH

Sistema Financeiro da Habitação: linha de crédito com regras próprias, juros limitados e possibilidade de uso do FGTS, voltada a imóveis residenciais até um valor máximo definido pelo governo.


SFI

Sistema de Financiamento Imobiliário: modalidade para imóveis acima do teto do SFH, com condições negociadas livremente com o banco e sem uso do FGTS.


Alienação fiduciária

Garantia mais usada nos financiamentos, prevista na Lei 9.514/1997. O imóvel fica em nome do banco até a quitação; o comprador tem a posse e passa a ser o proprietário pleno ao pagar a última parcela.


Tabela SAC

Sistema de Amortização Constante: as parcelas começam mais altas e diminuem com o tempo, porque a amortização é fixa e os juros caem sobre um saldo cada vez menor.


Tabela Price

Sistema em que as parcelas são iguais ao longo do contrato. No início, a maior parte da parcela é de juros; no total, costuma sair mais cara que a SAC.


Amortização

Parte da parcela que efetivamente reduz a dívida. Pagamentos extras de amortização diminuem o prazo ou o valor das parcelas restantes.


CET

Custo Efetivo Total: soma de juros, seguros obrigatórios e tarifas do financiamento, expressa em percentual. É o número correto para comparar propostas de bancos diferentes.


Seguros MIP e DFI

Seguros obrigatórios do financiamento: o MIP (Morte e Invalidez Permanente) quita a dívida em caso de morte ou invalidez do comprador; o DFI (Danos Físicos ao Imóvel) cobre danos à estrutura.


Uso do FGTS

O saldo do FGTS pode ser usado na entrada, na amortização ou na quitação de imóvel residencial, respeitadas as regras do SFH, como não ter outro imóvel na mesma cidade.


Avaliação bancária

Vistoria feita por engenheiro ou avaliador credenciado pelo banco para definir o valor do imóvel que servirá de base para o financiamento. O banco financia um percentual desse valor, não necessariamente do preço negociado.


Portabilidade de crédito

Transferência do financiamento para outro banco que ofereça condições melhores, sem custo de renegociação para o cliente.


Consórcio imobiliário

Grupo de pessoas que contribuem mensalmente para formar um fundo; a cada mês, participantes são contemplados com carta de crédito por sorteio ou lance. Não tem juros, mas tem taxa de administração.


4. Imóvel na planta e incorporação

Termos dos lançamentos imobiliários, muito presentes no Campeche, no Novo Campeche e em outras regiões em expansão da ilha.


Imóvel na planta

Unidade comprada antes ou durante a construção, com pagamento parcelado ao longo da obra. Costuma ter preço de entrada menor e potencial de valorização até a entrega. Saiba mais: como investir em imóvel na planta no Campeche.


Incorporação imobiliária

Atividade de planejar, aprovar e vender unidades de um empreendimento antes ou durante a construção, regulada pela Lei 4.591/1964.


Incorporadora e construtora

A incorporadora idealiza o projeto, compra o terreno, aprova e comercializa o empreendimento; a construtora executa a obra. Muitas empresas fazem as duas funções. Saiba mais: construtoras em Florianópolis.


Memorial de incorporação

Conjunto de documentos registrado no Registro de Imóveis antes das vendas, com projeto aprovado, descrição das unidades, áreas e prazo. O número do registro da incorporação deve constar na publicidade do lançamento.


Memorial descritivo

Documento que detalha os materiais e acabamentos que serão entregues em cada ambiente. Prevalece sobre imagens e perspectivas de divulgação.


Patrimônio de afetação

Regime previsto na Lei 10.931/2004 que separa o patrimônio de cada empreendimento do restante da incorporadora. Os recursos da obra ficam protegidos se a empresa enfrentar problemas financeiros.


SPE

Sociedade de Propósito Específico: empresa criada para um único empreendimento, que isola seus riscos e recursos das demais obras do grupo.


Lançamento e pré-lançamento

O pré-lançamento é a fase de comercialização antes da divulgação ampla, geralmente com as melhores condições de preço; o lançamento marca a abertura oficial das vendas após o registro da incorporação.


Tabela de vendas

Documento da incorporadora com as unidades disponíveis, preços e condições de pagamento. É atualizada com frequência ao longo das vendas e da obra.


Fluxo de pagamento

Forma como o valor do imóvel na planta é dividido: entrada, parcelas mensais, parcelas intermediárias e saldo na entrega das chaves.


Parcelas intermediárias

Também chamadas de balões: pagamentos maiores em datas definidas do fluxo, como semestrais ou anuais, que reduzem o saldo final.


INCC

Índice Nacional de Custo da Construção, calculado pela FGV. Corrige as parcelas do imóvel na planta durante a obra, acompanhando a variação dos custos de materiais e mão de obra.


CUB

Custo Unitário Básico da construção por metro quadrado, divulgado mensalmente pelos Sinduscons de cada estado. É referência de custo de obra e é usado em alguns contratos de construção.


Saldo na entrega das chaves

Parte final do pagamento, quitada com recursos próprios ou com financiamento bancário quando o imóvel fica pronto. Após as chaves, a correção costuma passar do INCC para outro índice, como o IPCA, acrescido de juros.


Distrato

Desistência da compra do imóvel na planta. A Lei 13.786/2018 permite à incorporadora reter até 25% dos valores pagos, ou até 50% quando o empreendimento tem patrimônio de afetação.


Condomínio a preço de custo

Modelo em que os compradores se reúnem para construir o empreendimento pagando o custo real da obra, sem margem de incorporação. Exige atenção à gestão e à variação do custo final.


5. Tipos de imóvel e condomínio

Nomenclaturas usadas em anúncios, plantas e convenções de condomínio.


Studio

Apartamento compacto, com quarto, sala e cozinha integrados em um só ambiente e banheiro separado. Muito procurado para investimento em locação.


Apartamento garden

Unidade no térreo ou no primeiro pavimento com área externa privativa, como jardim ou quintal.


Cobertura

Unidade no último pavimento, geralmente com terraço. Pode ser linear, em um só piso, ou duplex, em dois pisos.


Casa em condomínio

Casa dentro de um condomínio fechado, com portaria, segurança e áreas comuns compartilhadas. Saiba mais: o que saber antes de comprar casa em Florianópolis.


Condomínio fechado

Conjunto de casas ou lotes com acesso controlado e áreas comuns administradas pelos moradores, regido por convenção própria.


Loteamento

Divisão de uma gleba em lotes com abertura de ruas e infraestrutura, aprovada pela Prefeitura. O loteamento fechado ou de acesso controlado tem portaria e regras próprias.


Multipropriedade

Regime previsto na Lei 13.777/2018 em que vários proprietários dividem o mesmo imóvel por frações de tempo, como semanas por ano.


Convenção de condomínio

Documento registrado que define as regras do condomínio, como uso das unidades, rateio de despesas e penalidades. Pode, por exemplo, restringir a locação por temporada. Saiba mais: aluguel por temporada em condomínio e a posição do STJ.


Regimento interno

Conjunto de regras do dia a dia do condomínio, como horários, uso das áreas comuns e mudanças, aprovado em assembleia.


Taxa condominial

Valor mensal pago por cada unidade para custear as despesas do condomínio, como funcionários, manutenção, limpeza e energia das áreas comuns.


Fundo de reserva

Valor arrecadado junto com a taxa condominial para cobrir despesas extraordinárias ou emergenciais.


Área privativa

Área de uso exclusivo da unidade, como sala, quartos, sacada e, em alguns casos, a vaga de garagem. É a metragem mais usada para comparar imóveis.


Área comum

Partes do condomínio de uso compartilhado, como hall, piscina, academia e circulações.


Área total

Soma da área privativa com a fração de área comum atribuída à unidade. Por isso é sempre maior que a área privativa.


Fração ideal

Percentual do terreno e das áreas comuns que pertence a cada unidade. Serve de base para votos em assembleia e, muitas vezes, para o rateio do condomínio.


Vaga escriturada

Vaga de garagem com matrícula própria ou vinculada à unidade na matrícula, o que garante o direito de uso e permite a venda conforme a convenção.


6. Avaliação e precificação

Como se chega ao valor de um imóvel de forma técnica.


Avaliação imobiliária

Análise técnica que estima o valor de mercado de um imóvel com base em suas características, localização e em imóveis comparáveis. Saiba mais: avaliação de imóveis com o Diogo Fernando.


Perito avaliador e CNAI

O CNAI é o Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários, mantido pelo sistema COFECI/CRECI. Reúne corretores habilitados a emitir pareceres técnicos de avaliação.


PTAM

Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica: documento emitido por corretor avaliador inscrito no CNAI que fundamenta o valor de mercado do imóvel. Usado em vendas, partilhas, inventários e garantias.


Laudo de avaliação

Documento técnico que apresenta o valor do imóvel, a metodologia aplicada e a fundamentação dos cálculos, seguindo as normas da ABNT.


NBR 14653

Norma da ABNT que define os procedimentos e os graus de fundamentação para avaliação de bens, incluindo imóveis urbanos.


Método comparativo direto

Método de avaliação mais usado para imóveis residenciais: estima o valor a partir de imóveis semelhantes, ofertados ou vendidos, com ajustes para as diferenças entre eles.


Valor de mercado

Quantia mais provável pela qual um imóvel seria vendido em condições normais, sem pressa de nenhuma das partes. Pode diferir do preço pedido e do valor da avaliação bancária.


Preço por metro quadrado

Preço do imóvel dividido pela área privativa. Indicador prático para comparar imóveis e regiões, desde que comparados imóveis de padrão semelhante. Saiba mais: quanto vale o metro quadrado em Florianópolis.


Liquidez

Facilidade de vender o imóvel rapidamente sem grande desconto. Localização, tipologia e preço adequado ao público da região são os fatores que mais pesam. Saiba mais: perfil do comprador em Florianópolis.


Valorização imobiliária

Aumento do valor do imóvel ao longo do tempo, puxado por infraestrutura, escassez de terrenos e demanda. Regiões como o Sul da Ilha concentram alguns dos movimentos mais fortes da cidade. Saiba mais: imóveis no Campeche.


7. Processo de compra e venda

Etapas e termos que aparecem entre a proposta e a entrega das chaves.


Proposta de compra

Documento em que o comprador formaliza a oferta: valor, forma de pagamento, prazos e condições. Organiza a negociação antes do contrato.


Sinal ou arras

Valor pago no momento do acordo para confirmar o negócio. Se o comprador desistir, perde o sinal; se o vendedor desistir, devolve o sinal em dobro, salvo outra previsão em contrato.


Due diligence imobiliária

Análise da documentação do imóvel e do vendedor antes da compra: matrícula, certidões, débitos de IPTU e condomínio, situação na SPU e regularidade da construção.


Corretor de imóveis e CRECI

Profissional habilitado para intermediar compra, venda e locação, com registro obrigatório no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI). O número do CRECI deve constar nos anúncios.


Captação de imóvel

Etapa em que o corretor recebe o imóvel para vender, avalia o preço adequado e prepara a divulgação. Saiba mais: avaliação de imóveis com o Diogo Fernando.


Contrato de exclusividade

Autorização de venda em que o proprietário confia a intermediação a um único corretor ou imobiliária por um prazo definido, em troca de um trabalho de divulgação mais dedicado.


Permuta

Troca de um imóvel por outro, com ou sem complemento em dinheiro. Também é comum entre proprietários de terreno e incorporadoras, que pagam o terreno com unidades prontas.


Imóvel quitado

Imóvel sem financiamento ou dívida vinculada. A venda é mais simples e rápida porque não depende de liberação do banco credor.


Imissão na posse

Momento em que o comprador passa a ter a posse do imóvel, normalmente com a entrega das chaves, conforme o previsto em contrato.


Vistoria de entrega

Inspeção do imóvel novo antes de receber as chaves, para registrar defeitos e pendências que a construtora deve corrigir.


8. Urbanismo e legislação em Florianópolis

Regras urbanísticas que definem o que pode ser construído em cada terreno da ilha.


Plano Diretor de Florianópolis

Lei municipal que organiza o crescimento da cidade, define zonas e limites de construção. A lei base é a Lei Complementar 482/2014, com revisão aprovada em 2023, que mudou parâmetros em várias regiões. Saiba mais: revitalização do Centro de Florianópolis.


Zoneamento

Divisão da cidade em zonas com usos e parâmetros próprios, como residencial, misto ou de preservação. O zoneamento do terreno define o que é possível construir ali.


Gabarito

Altura máxima ou número máximo de pavimentos permitido para uma edificação em determinada zona.


Taxa de ocupação (urbanismo)

Percentual máximo do terreno que pode ser ocupado pela projeção da construção.


Coeficiente de aproveitamento

Índice que multiplica a área do terreno para chegar à área máxima construída permitida. Um coeficiente 2 em um terreno de 500 m² permite, por exemplo, 1.000 m² construídos.


Recuo

Distância mínima obrigatória entre a construção e os limites do terreno, como frente, laterais e fundos.


APP

Área de Preservação Permanente: área protegida por lei, como margens de rios, restingas, dunas e topos de morro, onde a construção é proibida ou muito restrita. Comum em várias regiões da ilha.


Consulta de viabilidade

Consulta feita à Prefeitura para saber o que pode ser construído em um terreno, segundo o zoneamento e as restrições ambientais. Recomendada antes de comprar terreno para construir.


Alvará de construção

Licença da Prefeitura que autoriza o início da obra conforme o projeto aprovado.


Floram

Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis, responsável pelo licenciamento ambiental de obras e atividades no município.


9. Investimento e locação

Conceitos para quem compra pensando em renda ou aluguel por temporada.


Rentabilidade do aluguel

Relação entre a renda líquida anual de aluguel e o valor do imóvel, expressa em percentual ao ano. É o principal indicador para comparar imóveis de renda.


Cap rate

Taxa de capitalização: renda operacional líquida anual dividida pelo valor do imóvel. Muito usada por investidores para comparar ativos de forma rápida.


Valorização na planta

Diferença entre o preço pago no lançamento e o valor de mercado do imóvel pronto. É uma das principais fontes de retorno de quem investe em imóvel na planta.


Lei do Inquilinato

Lei 8.245/1991, que regula as locações urbanas residenciais e comerciais, incluindo prazos, garantias, reajustes e despejo.


Locação anual

Contrato residencial tradicional, normalmente de 30 meses, com reajuste anual por índice definido em contrato.


Locação por temporada

Locação por até 90 dias para lazer, estudo, tratamento ou outras finalidades temporárias, prevista no artigo 48 da Lei do Inquilinato. Permite cobrar o aluguel antecipadamente.


Gestão de aluguel por temporada

Serviço que assume toda a operação do imóvel de temporada: anúncios, precificação, atendimento aos hóspedes, check-in, check-out, limpeza e manutenção. Saiba mais: gestão de aluguel por temporada da Férias Floripa.


Taxa de ocupação (temporada)

Percentual de diárias vendidas em relação às disponíveis em um período. Junto com a diária média, define a receita do imóvel de temporada.


Diária média

Valor médio cobrado por noite em um período. Em Florianópolis, varia muito entre alta e baixa temporada, o que torna a precificação dinâmica essencial.


Garantia locatícia

Forma de garantir o pagamento do aluguel: caução de até 3 aluguéis, fiador, seguro fiança ou título de capitalização. A lei permite apenas uma garantia por contrato.


Seguro fiança

Seguro contratado pelo inquilino que garante ao proprietário o pagamento do aluguel e de encargos em caso de inadimplência, substituindo o fiador.


Reforma tributária no aluguel

A Lei Complementar 214/2025 cria o IBS e a CBS, com transição a partir de 2026, e traz regras específicas para locações, incluindo a de temporada. Saiba mais: reforma tributária e o aluguel por temporada.


Perguntas frequentes sobre termos imobiliários

O que é ITBI e quem paga?

O ITBI é o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, cobrado pela Prefeitura na transferência da propriedade. Em regra, quem paga o ITBI é o comprador, antes de lavrar a escritura ou registrar o contrato no Registro de Imóveis.


Qual a diferença entre escritura e registro do imóvel?

A escritura é o documento lavrado no Tabelionato de Notas que formaliza a compra e venda. O registro é o ato no Registro de Imóveis que transfere a propriedade na matrícula. Só depois do registro o comprador passa a ser legalmente o dono do imóvel.


O que é INCC e como ele afeta o imóvel na planta?

O INCC é o Índice Nacional de Custo da Construção, da FGV. Ele corrige as parcelas do imóvel na planta durante a obra, então o valor pago ao longo da construção acompanha a variação dos custos de materiais e mão de obra.


O que é laudêmio e por que é comum em Florianópolis?

Laudêmio é a taxa de 5% sobre o valor do terreno paga à União na venda de imóveis em terreno de marinha. É comum em Florianópolis porque, sendo uma ilha, a cidade tem muitos imóveis próximos ao mar, a lagoas e a mangues dentro dessa faixa.


Posso alugar meu apartamento por temporada em condomínio?

Depende da convenção do condomínio. A locação por temporada é permitida pela Lei do Inquilinato, mas o STJ já decidiu que a convenção pode restringir a atividade em determinadas situações. Antes de comprar para investir, vale conferir a convenção.


Como saber quanto vale meu imóvel?

O valor de mercado de um imóvel é definido por uma avaliação técnica, feita por perito avaliador com base na NBR 14653 e em imóveis comparáveis da região. O Diogo Fernando, corretor e perito avaliador inscrito no CNAI, faz avaliações de imóveis em Florianópolis.


Precisa de ajuda com a compra ou a venda do seu imóvel?

Entender os termos é o primeiro passo. O segundo é contar com quem conhece o mercado da ilha na prática: documentação, terrenos de marinha, lançamentos e valores reais de cada região. Para quem tem um imóvel e pensa em vender, o ponto de partida é saber o valor certo.


Conheça a avaliação de imóveis com o Diogo Fernando.


Sobre o corretor

Diogo Fernando, corretor e perito avaliador de imóveis, especializado no mercado de Florianópolis

CRECI-SC: 32.236-F

CNAI: 37.814

WhatsApp: (48) 9 9150-1835

Site: www.diogofernando.com.br

E-mail: [email protected]

Localização: Florianópolis, Santa Catarina


Fale com o Diogo Fernando e tire suas dúvidas sobre compra, venda ou investimento em Florianópolis: agendar uma conversa pelo WhatsApp


As definições deste glossário têm caráter informativo e são revisadas periodicamente. Leis, índices e percentuais podem mudar; para decisões concretas, consulte o corretor, o cartório, o banco ou um advogado.

Vídeo
Compartilhe: